terça-feira, 25 de setembro de 2012

A única postagem com qualidade



"Lembrar é fácil para aqueles que tem boa memória. 
Esquecer é difícil para aqueles que tem coração" 

Shakespeare?! 

domingo, 23 de setembro de 2012

Mar



... Praias
Lugar deserto
Abrigo de desamores e morte.

Planaltos de areia e pó
Encobrem o passado,
Jazigo de dor.

Cartões postais de recém casados,
Maré de incertezas e dúvidas quebradas
Entra no mar, volta na próxima onda.

Infinita movimentação
Lar dos suicídas
Dos acidentes cruéis
Na inconstância, a profundidade
Guarda segredos.

Bipolaridade,
Amanhece a calmaria
Anoitece a agitação...

Fúria devastadora
Beleza arrebatadora
Incompreensão

Mais nada nesse mundo é tão poético, confuso,
Misterioso e belo. Pesquisado, visitado, amado e odiado
Como o MAR...

Mona M. 

Desfoque


Desvio dos teus olhos
para não mais cair no impulso ofuscaste 
do cadafalso estampado 
nesse teu desfocado olhar.

Mona M.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sombras

Os seres humanos têm sombras
Frequentes, precoces, tardias...
Quem as tem, sabe que falo
De sombras que toldam os dias.

E não somente os dias,
As noites lhe abrem espaço.
São sombras que a outras sombras
Se envolvem, entrelaçam.

Sombras, sombras, quando chegam
Estendem mantos espessos.
Teus sentimentos e posses
Perdem o sentido, o apreço.

Não lhes bastam turvar o olhar?
Banir do rosto o sorriso?
Que ofício pode afastá-los?
Reza, espantalho, feitiço?

Mona M. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Café com a Morte

Começo por dizer que se eu tiver que morrer (haha), que eu morra pela vida!

A morte é a impossibilidade de qualquer possibilidade (Hedegger?).

"- Sou tão fria e melancólica quanto uma bela manhã de inverno!
- És?
- Sim. Não importa o quanto corram de mim, porque sempre estive dentro de cada um.
- Você parece hostil. É por isso que é temida!
- Não creio que seja pela minha hostilidade. Ser hostil é necessário a minha natureza desconhecida pelos que pensam. Sou temida por não ser compreendida.
- Você acha que as pessoas não te compreendem?
- Estou convicta! Vocês compreendem os aspectos fisiológicos que se fazem necessários para que eu vingue dentro de cada um de vocês. Vocês classificam o luto, a conformidade. Porém, esquecem-se de que faço parte de um ciclo infindo e, por não poderem vivenciarem a mim em vida, temem o fim.
- E você é o fim?
- Encerro um ciclo.
- Não tens clemência?
- Não possuo sentimentos. Apenas cumpro minha função no planeta.
- Você dói?
- Brevemente.
- Você provoca acidentes? Suicídio?
- Não interfiro na vida.
- Mas a interrompe?
- Somente quando o ciclo precisa ter fim.
- O ciclo da vida?
- O ciclo do eterno retorno.
- És contraditória.
- Como minha irmã, vida."

Mona M. 

Sentido

Os objetos têm sentido quando alguém dá sentido a eles fora de seu uso comum.
Eles precisam ser olhados, manuseados. 
Como nós.
Se ninguém nos ama, vivemos mais tristes que os objetos, por exemplo. 
Isso porque não somos sombras indo e vindo, sem direção. Não somos vazios.
Ser vazio é o peso de papel sem papel, o cinzeiro sem cinza, o anjo sem asa, a adaga sem peito. 
Contudo, ante do ser amado, amar...
Amar é o que difere o homem de um peso de papel ou de uma sombra. 

Mona M.